LÍNGUA MÃE, MALTRATADA...
Eu dou os meus sentimentos.
Na escrita, que tristeza,
Tu passas tantos tormentos.
Quando se sentam à mesa,
A escrever seus pensamentos.
Tu passas tantos tormentos.
Quando se sentam à mesa,
A escrever seus pensamentos.
Às vezes és maltratada,
Por quem se diz Português.
Mas ao seres aplicada,
Dão-se erros como vês.
Ficas tão amordaçada,
Que nem a escrita revês.
Acontecer, não devia,
Com quem sua Língua preza.
Mas que no seu dia a dia,
As suas regras despreza.
Pelo menos então podia,
Tratar-te sem ter frieza.
Usam-te com ligeireza,
Sem muitos se importarem,
Em mostrar tua beleza,
E as tuas regras errarem.
Tudo muda concerteza,
S’ um pouco mais estudarem.
O Governo tem razão,
‘scolaridade Obrigatória.
Se houver mais formação,
Os erros “de Palmatória”.
Assim tantos não serão,
E passarão à História.
O poeta popular,
Com erros as rimas fazia.
Sabiam-lhe perdoar,
Os erros com que escrevia.
Mas tinha de as decorar
Senão ninguém entendia…
É urgente aprender
Gramática, concerteza.
Para podermos escrever,
Os poemas com firmeza.
E assim podermos honrar,
Nossa Língua Portuguesa.
Conjugar verbos não saber,
Com o pronome pessoal,
É grave, não admito,
Mas não me levem a mal,
O poema sem se entender,
Não fica nada bonito.
Para alguns é complexo
Como os tempos se aplicam.
Qualquer um fica perplexo
C’ os erros que se praticam.
Depois vê-se o reflexo,
Pois só nas costas criticam.
Na Escola há que insistir,
Com o estudo da gramática,
Não deixar os alunos agir
Apenas com a escrita prática,
Pr’a saberem prosseguir,
De forma mais pragmática.
Muito haveria a dizer
Da nossa q’rida GRAMÁTICA.
Que ajuda a compreender,
Também a escrita ortográfica,
Para sabermos escrever,
Só com o tempo e muita prática.
Alda Maria Ferreira de Gouveia.

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